| Rave na Leste do Pico Maior |
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| Escrito por Chapeleta | |||
| Ter, 03 de Novembro de 2009 19:16 | |||
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Rave na Leste do Pico Maior Para quem gosta de clássica, a via Leste é perfeita, nela você irá encontrar um pouco de cada estilo: aderência, cristais, exposição, travessia, chaminé(duas), artificial, guiada “à francesa”, muitos esticões, etc. A escalada fluiu bem até a primeira chaminé, sem muitos problemas, depois bateu o cansaço normal de escalar, em três, uma via de 700 metros. A dupla (Fabrício e Rogério) chegou por volta da 15h30min no cume e os trios por volta das 17h00min horas. Ficamos um pouco no cume, tiramos fotos, curtimos o finalzinho do dia. Achar o local do rapel da Sílvio Mendes não é muito fácil, tivemos que, do ponto onde estávamos, descer mais ou menos uns 70 metros, deve-se seguir os totens, que são pequenas pedras (três ou quatro) empilhadas. A Leste não é difícil tecnicamente, as chaminés amedrontam um pouco os marinheiros de primeira viagem, mas não são difíceis, desde que você saiba os macetes; existe um filme sobre a Leste que dá boas dicas, contudo não recomendo levar alguém que está começando a escalar para fazer a Leste, é preciso ter alguns “ quilômetros rodados” antes de encarar a via, pois ela é longa e cansativa, por isso você não pode demorar muito, caso contrário fará o rapel durante à noite, pela via Sílvio Mendes. Existe a opção, mais rápida, de rapelar, com duas cordas pela via Cidade dos Ventos, contudo, durante a noite pode ser difícil achar as paradas para montar o rapel. È muito importante levar também o croqui da via que você pretende rapelar. Começamos o rapel, às 18:00 horas, com uma corda, foram 11(onze) ao todo, éramos em 8 (oito); o processo de montar o rapel foi rápido, pois tínhamos muitas cordas, logo os primeiros que desciam já iam montando o próximo rapel . É importante levar o croqui da via Silvio Mendes, pois tem um lugar que o rapel deve ser feito na transversal, se descer direto pode se dirigir para um abismo, depois só usando o nó prusik ou um ascensor para subir pela corda. Acredito que, para min, a parte mais crítica dessa escalada ocorreu durante o rapel pela via Silvio Mendes, num local, no qual rapelar até a parada com uma corda era um pouco complicado. Aconteceu o seguinte: os escaladores que desceram na minha frente não esperaram na parada seguinte, pelo menos um deveria ficar aguardando pelos dois últimos; todos eles se dirigiram para o próximo rapel, no qual a parada não era muito distante; em virtude disso acabei me orientando erroneamente pela headlamp do escalador que estava na outra parada, mais embaixo. Como estava demorando a chegar ao outro escalador, acredito que pressenti algo de errado, então verifiquei o final da corda, faltava apenas um metro para acabar, sem nenhum nó no final e nada de parada, procurei com mais atenção e achei a parada um pouco mais em baixo, do meu lado direito, desci mais um pouco, com a corda “no talo” e me estiquei o suficiente para pegar a fita de segurança da base, cheguei em um platô e respirei aliviado. Conclui, neste caso, que anjos de guarda existem e o meu estava alerta neste dia. Tudo isso ocorreu lá pela 22:00 horas, quando já estava cansado, sem água, com fome, sem dormir, louco para chegar em terra firme. Por essas razões que, sempre quando possível, prefiro descer por trilha. Todavia quero acrescentar que erros e falhas sempre vão acontecer, por isso que para ir para uma grande montanha você deve estar preparado para enfrentar estas situações extremas, escalar vias longas não é brincadeira, se vacilar, já era. Terminamos o rapel por volta das 23h00min, chegamos no Abrigo do Mascarin por volta da 1:30 da manhã, descansei meia hora, depois, ainda tive que caminhar mais 30 minutos para chegar no Abrigo do Tartari. Ou, seja, foram quase 24 horas de aventura, uma verdadeira RAVE NO PICO MAIOR. No outro dia era só alegria com as pizzas do “muito gente boa” Sérgio Tartari. No mais é isso pessoal, boa escalada para todos e um abraço do Chapa.
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| Última atualização em Qui, 13 de Maio de 2010 02:45 |
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